Tudo aquilo que ela precisava era da certeza do amor dele, e da sua garantia de que não havia pressa, pois tinham a vida pela frente. Amor e paciência - se pelo menos ele tivesse conhecido ambos ao mesmo tempo - certamente os teriam ajudado a vencer as dificuldades.
(...)
Na praia de Chesil, ele poderia ter gritado o nome de Florence, poderia ter ido atrás dela. Ele não sabia, ou não teria querido saber, que, enquanto fugia, certa na sua dor de que o estava perdendo, nunca o amara tanto, ou mais desesperadamente, e que o som da voz dele teria sido seu resgate, e que ela teria voltado atrás. Em vez disso, ele permaneceu num silêncio frio e honrado, na penumbra do verão, a observá-la em sua precipitação ao longo da orla, o som do seu avanço difícil perdendo-se entre o das pequenas ondas a quebrar na praia, até ela ser apenas um ponto borrado, desaparecendo na estrada estreita e infinita de seixos brilhando sob a luz pálida.
Do livro Na praia, Ian McEwan
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quarta-feira, 11 de março de 2009
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Papo de bar
Um dia, um certo Bruno me disse:
Carol, tudo é corpo. Já chega com essa cabeça, porque ela é uma parte muito pequena do resto e se o seu problema é tão grande, não tem como ele estar tão concentrado assim nessa caixa craniana. Troca a psicanálise por 3 alongamentos por semana. O corpo grita e responde à sua cabeça. Cuida do braço, da perna, do pé. Da cabeça, também; só não esquece do resto.
Carol, tudo é corpo. Já chega com essa cabeça, porque ela é uma parte muito pequena do resto e se o seu problema é tão grande, não tem como ele estar tão concentrado assim nessa caixa craniana. Troca a psicanálise por 3 alongamentos por semana. O corpo grita e responde à sua cabeça. Cuida do braço, da perna, do pé. Da cabeça, também; só não esquece do resto.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Conversa de idéias batidas
"esse é só o começo do fim da nossa vida"
Ontem eu tive umas 15 epifanias por segundo. Tentei anotar uma por uma, mas não deu. Eu não parava de pensar uma coisa em cima da outra.
"me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora"
Ou seja, eu não tive epifania nenhuma, porque de nada adianta tanta coisa passar e nada ficar registrada.
"ai, não fala isso, por favor"
Aí eu pensei: Cabe tanta coisa assim aqui dentro do crânio? Por isso que eu não acho nada, é uma bagunça absurda.
"A gente corre pra se esconder..."
Por que no crânio?
É muita coisa pra ficar numa caixa levemente oval apenas.
Deve ter coisa por todo o corpo e pelo que está em volta dele.
E tudo isso mexe aqui dentro.
"Deus às vezes parece se esquecer"
Eu também esqueci tudo.
Coisa ou outra ficou, mas não vale.
O bacana era tudo junto.
"eu só queria o amor..."
Pode tirar as aspas que isso aí quem disse fui eu.
... e a torcida do flamengo.
"sem saber que o fim já vai chegar"
Chegou e ploft.
Dormi em cima disso tudo.
Para ouvir...
Conversa de botas batidas_Marcelo Camelo
Ontem eu tive umas 15 epifanias por segundo. Tentei anotar uma por uma, mas não deu. Eu não parava de pensar uma coisa em cima da outra.
"me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora"
Ou seja, eu não tive epifania nenhuma, porque de nada adianta tanta coisa passar e nada ficar registrada.
"ai, não fala isso, por favor"
Aí eu pensei: Cabe tanta coisa assim aqui dentro do crânio? Por isso que eu não acho nada, é uma bagunça absurda.
"A gente corre pra se esconder..."
Por que no crânio?
É muita coisa pra ficar numa caixa levemente oval apenas.
Deve ter coisa por todo o corpo e pelo que está em volta dele.
E tudo isso mexe aqui dentro.
"Deus às vezes parece se esquecer"
Eu também esqueci tudo.
Coisa ou outra ficou, mas não vale.
O bacana era tudo junto.
"eu só queria o amor..."
Pode tirar as aspas que isso aí quem disse fui eu.
... e a torcida do flamengo.
"sem saber que o fim já vai chegar"
Chegou e ploft.
Dormi em cima disso tudo.
Para ouvir...
Conversa de botas batidas_Marcelo Camelo
Eu dedico essa canção...
A saudade que você deixou aqui_Waldick Soriano
A saudade que você deixou aqui
é demais.
As lembranças que você deixou em mim,
doem demais.
Dói meu corpo, dói a alma, me dói tudo...
Acabou... a minha paz.
Não consigo mais viver sem seu calor
tudo aqui é solidão.
Como pode destruir um grande amor
sem motivo, sem razão?
Você é na minha vida o amor maior
É a luz que ilumina o meu caminho
Como pode desprezar a quem se ama
e deixar o coração sofrer sozinho?
Não dá mais pra suportar tanta saudade
Não dá mais para esconder a minha dor
Se ainda pensa em mim venha correndo
Venha salvar o que ainda resta deste amor
*Valeu, Adolfo! ;)
A saudade que você deixou aqui
é demais.
As lembranças que você deixou em mim,
doem demais.
Dói meu corpo, dói a alma, me dói tudo...
Acabou... a minha paz.
Não consigo mais viver sem seu calor
tudo aqui é solidão.
Como pode destruir um grande amor
sem motivo, sem razão?
Você é na minha vida o amor maior
É a luz que ilumina o meu caminho
Como pode desprezar a quem se ama
e deixar o coração sofrer sozinho?
Não dá mais pra suportar tanta saudade
Não dá mais para esconder a minha dor
Se ainda pensa em mim venha correndo
Venha salvar o que ainda resta deste amor
*Valeu, Adolfo! ;)
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
"... e só Carolina não viu..."*
Esperei a banda acabar, o vocalista virar solo e namorar uma alternativa teenager para descobrir como é bom ouvir los hermanos.
Entrei no site e saí ouvindo, achando que cada uma das músicas foi feita pra mim, pro meu agora, pro meu ontem, pros meus 5 minutos atrás. Tem música pra minha rima boba, até.
Tô numa fase daquelas em que todo livro, toda letra, toda música, toda mensagem, todo céu, toda chuva e tudo que eu vejo vira roupa do meu número, sabe?
Tudo encaixa, tudo me diz alguma coisa que, por mais que sejam diversas as palavras, o nucleozinho, aquele it, aquilo que faz a coisa ser mesmo a coisa – whatever – tá dizendo a mesma coisa.
* Ah, Chiquim de Holanda... por que a sua Carolina não era mais sagaz, hein...
Entrei no site e saí ouvindo, achando que cada uma das músicas foi feita pra mim, pro meu agora, pro meu ontem, pros meus 5 minutos atrás. Tem música pra minha rima boba, até.
Tô numa fase daquelas em que todo livro, toda letra, toda música, toda mensagem, todo céu, toda chuva e tudo que eu vejo vira roupa do meu número, sabe?
Tudo encaixa, tudo me diz alguma coisa que, por mais que sejam diversas as palavras, o nucleozinho, aquele it, aquilo que faz a coisa ser mesmo a coisa – whatever – tá dizendo a mesma coisa.
* Ah, Chiquim de Holanda... por que a sua Carolina não era mais sagaz, hein...
É... Los hermanos.
Eu encontrei quando não quis
mais procurar o meu amor.
E quanto levou foi p'reu merecer
antes um mês e eu já não sei...
E até quem me vê
lendo o jornal
na fila do pão
sabe que eu te encontrei.
E ninguém dirá que é tarde demais,
que é tão diferente assim.
Do nosso amor
a gente é que sabe!
Me diz o que é o sufoco
que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar.
E se o caso for
de ir à praia
eu levo essa casa numa sacola!
Eu encontrei e quis duvidar.
Tanto cliché deve não ser.
Você me falou
pr'eu não me preocupar
ter fé e ver
coragem no amor
E só de te ver
eu penso em trocar
a minha TV
num jeito de te levar...
a qualquer lugar
que você queira
e ir onde o vento for,
que pra nós dois
sair de casa já é
se aventurar.
Vai, me diz o que é o sossego
que eu te mostro alguém afim de te acompanha
E se o tempo for te levar
eu sigo essa hora e pego carona
pra te acompanhar.
Último romance_Rodrigo Amarante
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