E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Carlos Drummond de Andrade recitando o poema
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
A vida é tão rara...
Eu ando meio cansada. Cheia de sono nas horas erradas, agitação descabida, humor oscilante, impaciente.
Pensativa, porém.
Pessoas em volta, antes conhecidas, são agora estranhas e, muitas vezes, enfadonhas. Faltam argumentos e vontade de criá-los para me relacionar com o mundo. Nada de dramas, sensações de fim, de dor. Não peço mais afago às derrotas. A seta aponta para cima, a espontaneidade tenta me guiar e - graças! - muitas vezes, consegue.
Os amores me escapam, o trabalho me entedia; dormir e acordar têm sido exercícios diários, muitas vezes transformados em tarefas árduas e sem data para acabar.
Aí vem uma calma, um vento baiano soprando aqui dentro, uma voz tranquila, dizendo que a hora passa, o dia cai, que tudo acaba. Eu respiro, ouço a noite, subo a ladeira entoando o mantra.
Troco o "tudo de novo amanhã" por "tudo novo amanhã", mesmo que não venha, regando os sentimentos novos, que são melhores que os antigos, ainda que esses últimos tenham servido para brotarem os que eu quero.
Tudo se interliga, uma coisa chama a outra.
Tudo, tudo, tudo vai dar pé.
Pensativa, porém.
Pessoas em volta, antes conhecidas, são agora estranhas e, muitas vezes, enfadonhas. Faltam argumentos e vontade de criá-los para me relacionar com o mundo. Nada de dramas, sensações de fim, de dor. Não peço mais afago às derrotas. A seta aponta para cima, a espontaneidade tenta me guiar e - graças! - muitas vezes, consegue.
Os amores me escapam, o trabalho me entedia; dormir e acordar têm sido exercícios diários, muitas vezes transformados em tarefas árduas e sem data para acabar.
Aí vem uma calma, um vento baiano soprando aqui dentro, uma voz tranquila, dizendo que a hora passa, o dia cai, que tudo acaba. Eu respiro, ouço a noite, subo a ladeira entoando o mantra.
Troco o "tudo de novo amanhã" por "tudo novo amanhã", mesmo que não venha, regando os sentimentos novos, que são melhores que os antigos, ainda que esses últimos tenham servido para brotarem os que eu quero.
Tudo se interliga, uma coisa chama a outra.
Tudo, tudo, tudo vai dar pé.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
Queridamiga
Rio, 4 de maio de 2009
(...)
Não sei se estou propriamente virando o jogo, não sei se seria justo com a expressão virar o jogo eu usá-la assim, nesse meu momento em que eu estou apenas tentando não deixar tudo desabar, porque tem horas que dá vontade. De desabar tudo. Aí eu fico procurando a tal da calma que me é tão necessária, mas que não lembro de tê-la encontrado alguma vez e absorvido da melhor maneira. Eu tô procurando, e é uma busca que me tira a paciência, sabia (rs)?
Aí eu olho para as outras pessoas, como disse no primeiro e-mail, e acabo vendo que elas são calmas, elas conseguem e quando não conseguem, nem sempre é tão ruim.
Aí eu penso que eu posso, e penso que você pode também.
(...)
(...)
Não sei se estou propriamente virando o jogo, não sei se seria justo com a expressão virar o jogo eu usá-la assim, nesse meu momento em que eu estou apenas tentando não deixar tudo desabar, porque tem horas que dá vontade. De desabar tudo. Aí eu fico procurando a tal da calma que me é tão necessária, mas que não lembro de tê-la encontrado alguma vez e absorvido da melhor maneira. Eu tô procurando, e é uma busca que me tira a paciência, sabia (rs)?
Aí eu olho para as outras pessoas, como disse no primeiro e-mail, e acabo vendo que elas são calmas, elas conseguem e quando não conseguem, nem sempre é tão ruim.
Aí eu penso que eu posso, e penso que você pode também.
(...)
terça-feira, 21 de abril de 2009
música
One Love
One Love!
One Heart!
Let's get together and feel all right.
Hear the children cryin'
(One Love!);
Hear the children cryin'
(One Heart!),
Sayin': give thanks and praise
to the Lord and I will feel all right;
Sayin': let's get together
and feel all right.
Wo wo-wo wo-wo!
Let them all pass all their dirty
remarks (One Love!);
There is one question
I'd really love to ask (One Heart!):
Is there a place for the hopeless sinner,
Who has hurt all mankind just
to save his own beliefs?
One Love! What about the one heart?
One Heart!
What about?
Let's get together and feel all right
As it was in the beginning
(One Love!);
So shall it be in the end
(One Heart!),
All right!
Give thanks and praise to the Lord
and I will feel all right;
Let's get together
and feel all right.
One more thing!
Let's get together to fight
this Holy Armagiddyon (One Love!),
So when the Man comes there will be no,
no doom (One Song!).
Have pity on those whose
chances grows t'inner;
There ain't no hiding place
from the Father of Creation.
Sayin': One Love!
What about the One Heart?
(One Heart!)
What about the?
Let's get together and feel all right.
I'm pleadin' to mankind!
(One Love!);
Oh, Lord!
(One Heart)
Wo-ooh!
Give thanks and praise to the Lord
and I will feel all right;
Let's get together and feel all right.
Give thanks and praise to the Lord
and I will feel all right;
Let's get together and feel all right.
(http://www.playingforchange.com)
One Love!
One Heart!
Let's get together and feel all right.
Hear the children cryin'
(One Love!);
Hear the children cryin'
(One Heart!),
Sayin': give thanks and praise
to the Lord and I will feel all right;
Sayin': let's get together
and feel all right.
Wo wo-wo wo-wo!
Let them all pass all their dirty
remarks (One Love!);
There is one question
I'd really love to ask (One Heart!):
Is there a place for the hopeless sinner,
Who has hurt all mankind just
to save his own beliefs?
One Love! What about the one heart?
One Heart!
What about?
Let's get together and feel all right
As it was in the beginning
(One Love!);
So shall it be in the end
(One Heart!),
All right!
Give thanks and praise to the Lord
and I will feel all right;
Let's get together
and feel all right.
One more thing!
Let's get together to fight
this Holy Armagiddyon (One Love!),
So when the Man comes there will be no,
no doom (One Song!).
Have pity on those whose
chances grows t'inner;
There ain't no hiding place
from the Father of Creation.
Sayin': One Love!
What about the One Heart?
(One Heart!)
What about the?
Let's get together and feel all right.
I'm pleadin' to mankind!
(One Love!);
Oh, Lord!
(One Heart)
Wo-ooh!
Give thanks and praise to the Lord
and I will feel all right;
Let's get together and feel all right.
Give thanks and praise to the Lord
and I will feel all right;
Let's get together and feel all right.
(http://www.playingforchange.com)
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vídeo
Playing for a change
Stand by me
When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we'll see
No I won't be afraid, no I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me
And darling, darling stand by me, oh now now
Stand by me
Stand by me, stand by me
If the sky that we look upon
Should tumble and fall
And the mountains should crumble to the sea
I won't cry, I won't cry, no I won't shed a tear
Just as long as you stand, stand by me
And darlin', darlin', stand by me, oh stand by me
Stand by me, stand by me, stand by me-e, yeah
Whenever you're in trouble won't you stand by me,
Oh now now stand by me
Oh stand by me, stand by me, stand by me
Darlin', darlin', stand by me-e, stand by me
Oh stand by me, stand by me, stand by me.
(http://www.playingforchange.com)
When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we'll see
No I won't be afraid, no I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me
And darling, darling stand by me, oh now now
Stand by me
Stand by me, stand by me
If the sky that we look upon
Should tumble and fall
And the mountains should crumble to the sea
I won't cry, I won't cry, no I won't shed a tear
Just as long as you stand, stand by me
And darlin', darlin', stand by me, oh stand by me
Stand by me, stand by me, stand by me-e, yeah
Whenever you're in trouble won't you stand by me,
Oh now now stand by me
Oh stand by me, stand by me, stand by me
Darlin', darlin', stand by me-e, stand by me
Oh stand by me, stand by me, stand by me.
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quarta-feira, 18 de março de 2009
Desventura de viver à espera
Quando a exibição do primeiro episódio do programa acabou, as luzes não voltaram a acender; apenas a do palco, que exibia o banquinho agora ocupado por Adriana Calcanhoto. Aplausos.
Tranquilidade pura, até a segunda música, pois ela desandou a cantar eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar, em cada despedida eu vou te amar. Desesperadamente, eu sei que vou te amar. E cada verso meu será prá te dizer que eu sei que vou te amar, por toda minha vida....
Como se já não bastasse, a bandida continuou com a letra e engatou no Eu sei que vou chorar a cada ausência tua eu vou chorar, mas cada volta tua há de apagar o que esta ausência tua me causou.
Puxa, Calcanhoto, brincadeira, né. Vamos parar por aí?
Mas ela não parou e, com requintes de crueldade, naquela voz baixinha e quase aconchegante, lançou a sentença final: Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver à espera de viver ao lado teu, por toda a minha vida.
Como eu vi que não adiantava de nada tentar mandar na artista, inciei o teste da minha autoridade com o que tinha dentro de mim: lágrimas ávidas pelo show começavam a querer sair de qualquer jeito, mas eu disse não. E elas me ignoraram solenemente, descendo uma a uma, com os bracinhos levantados no tobogã da minha bochecha maquiada – eu podia ouvir o gritinho de iupiiii de cada uma.
Bandidas. Lágrimas e Calcanhoto, ardam no mármore do inferno, vocês todas.
Tranquilidade pura, até a segunda música, pois ela desandou a cantar eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar, em cada despedida eu vou te amar. Desesperadamente, eu sei que vou te amar. E cada verso meu será prá te dizer que eu sei que vou te amar, por toda minha vida....
Como se já não bastasse, a bandida continuou com a letra e engatou no Eu sei que vou chorar a cada ausência tua eu vou chorar, mas cada volta tua há de apagar o que esta ausência tua me causou.
Puxa, Calcanhoto, brincadeira, né. Vamos parar por aí?
Mas ela não parou e, com requintes de crueldade, naquela voz baixinha e quase aconchegante, lançou a sentença final: Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver à espera de viver ao lado teu, por toda a minha vida.
Como eu vi que não adiantava de nada tentar mandar na artista, inciei o teste da minha autoridade com o que tinha dentro de mim: lágrimas ávidas pelo show começavam a querer sair de qualquer jeito, mas eu disse não. E elas me ignoraram solenemente, descendo uma a uma, com os bracinhos levantados no tobogã da minha bochecha maquiada – eu podia ouvir o gritinho de iupiiii de cada uma.
Bandidas. Lágrimas e Calcanhoto, ardam no mármore do inferno, vocês todas.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
sábado, 29 de novembro de 2008
Silenzio. No hay banda.
De todos os silêncios que assustavam, tiravam o chão do lugar e enchiam de interrogação a minha cabeça, foi esse o mais cortante, esmagador.
Coração quebrado, cabeça perdida, desapontamento no ar.
E uma dor seca, a lágrima escondida, travada.
As interrogações se dissiparam, a dor ficou estranha. As mãos pegando o ar.
No meio disso tudo, tem a respiração: inspirando, expirando. Pensando...
Ouvindo...
Duvidez_Lula Queiroga
Coração quebrado, cabeça perdida, desapontamento no ar.
E uma dor seca, a lágrima escondida, travada.
As interrogações se dissiparam, a dor ficou estranha. As mãos pegando o ar.
No meio disso tudo, tem a respiração: inspirando, expirando. Pensando...
Ouvindo...
Duvidez_Lula Queiroga
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Eu queria me chamar Patrícia
Quando eu era criança achava meu nome feio. Queria ser Patrícia e jurava que não tinha nada a ver com a Patrícia do Luciano, aqueles do Trem da Alegria.
Um dia, mãe e pai me apresentaram a música do Chico pra mim, dizendo que essa tinha sido a inspiração para o meu nome.
Fiquei possessa: Essa Carolina é uma lesada, uma idiota.
Pô, Chico, que tal você escrever uma Carolina surfista, maratonista, paraquedista, sei lá...
Aí veio o Seu Jorge e deu uma levantada na minha moral.
E hoje eu acho meu nome lindo.
No Chico, no Seu Jorge, no Genival Lacerda ... e em mim também.
Um dia, mãe e pai me apresentaram a música do Chico pra mim, dizendo que essa tinha sido a inspiração para o meu nome.
Fiquei possessa: Essa Carolina é uma lesada, uma idiota.
Prêmio Os Profetas do Século para Rose e Rogerio
Pô, Chico, que tal você escrever uma Carolina surfista, maratonista, paraquedista, sei lá...
Aí veio o Seu Jorge e deu uma levantada na minha moral.
E hoje eu acho meu nome lindo.
No Chico, no Seu Jorge, no Genival Lacerda ... e em mim também.
Aí eu caí III - Anotaram a placa da zabumba?
Seis da manhã.
Chegando em casa.
Andando na calçada do meu prédio.
Bati com a cabeça na árvore.
Caí sentada.
Bunda no canteirinho.
Tonta.
Muito tonta.
Chegando em casa.
Andando na calçada do meu prédio.
Bati com a cabeça na árvore.
Caí sentada.
Bunda no canteirinho.
Tonta.
Muito tonta.
Trilha sonora: Fora de si _ Arnaldo Antunes
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Conversa de idéias batidas
"esse é só o começo do fim da nossa vida"
Ontem eu tive umas 15 epifanias por segundo. Tentei anotar uma por uma, mas não deu. Eu não parava de pensar uma coisa em cima da outra.
"me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora"
Ou seja, eu não tive epifania nenhuma, porque de nada adianta tanta coisa passar e nada ficar registrada.
"ai, não fala isso, por favor"
Aí eu pensei: Cabe tanta coisa assim aqui dentro do crânio? Por isso que eu não acho nada, é uma bagunça absurda.
"A gente corre pra se esconder..."
Por que no crânio?
É muita coisa pra ficar numa caixa levemente oval apenas.
Deve ter coisa por todo o corpo e pelo que está em volta dele.
E tudo isso mexe aqui dentro.
"Deus às vezes parece se esquecer"
Eu também esqueci tudo.
Coisa ou outra ficou, mas não vale.
O bacana era tudo junto.
"eu só queria o amor..."
Pode tirar as aspas que isso aí quem disse fui eu.
... e a torcida do flamengo.
"sem saber que o fim já vai chegar"
Chegou e ploft.
Dormi em cima disso tudo.
Para ouvir...
Conversa de botas batidas_Marcelo Camelo
Ontem eu tive umas 15 epifanias por segundo. Tentei anotar uma por uma, mas não deu. Eu não parava de pensar uma coisa em cima da outra.
"me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora"
Ou seja, eu não tive epifania nenhuma, porque de nada adianta tanta coisa passar e nada ficar registrada.
"ai, não fala isso, por favor"
Aí eu pensei: Cabe tanta coisa assim aqui dentro do crânio? Por isso que eu não acho nada, é uma bagunça absurda.
"A gente corre pra se esconder..."
Por que no crânio?
É muita coisa pra ficar numa caixa levemente oval apenas.
Deve ter coisa por todo o corpo e pelo que está em volta dele.
E tudo isso mexe aqui dentro.
"Deus às vezes parece se esquecer"
Eu também esqueci tudo.
Coisa ou outra ficou, mas não vale.
O bacana era tudo junto.
"eu só queria o amor..."
Pode tirar as aspas que isso aí quem disse fui eu.
... e a torcida do flamengo.
"sem saber que o fim já vai chegar"
Chegou e ploft.
Dormi em cima disso tudo.
Para ouvir...
Conversa de botas batidas_Marcelo Camelo
Eu dedico essa canção...
A saudade que você deixou aqui_Waldick Soriano
A saudade que você deixou aqui
é demais.
As lembranças que você deixou em mim,
doem demais.
Dói meu corpo, dói a alma, me dói tudo...
Acabou... a minha paz.
Não consigo mais viver sem seu calor
tudo aqui é solidão.
Como pode destruir um grande amor
sem motivo, sem razão?
Você é na minha vida o amor maior
É a luz que ilumina o meu caminho
Como pode desprezar a quem se ama
e deixar o coração sofrer sozinho?
Não dá mais pra suportar tanta saudade
Não dá mais para esconder a minha dor
Se ainda pensa em mim venha correndo
Venha salvar o que ainda resta deste amor
*Valeu, Adolfo! ;)
A saudade que você deixou aqui
é demais.
As lembranças que você deixou em mim,
doem demais.
Dói meu corpo, dói a alma, me dói tudo...
Acabou... a minha paz.
Não consigo mais viver sem seu calor
tudo aqui é solidão.
Como pode destruir um grande amor
sem motivo, sem razão?
Você é na minha vida o amor maior
É a luz que ilumina o meu caminho
Como pode desprezar a quem se ama
e deixar o coração sofrer sozinho?
Não dá mais pra suportar tanta saudade
Não dá mais para esconder a minha dor
Se ainda pensa em mim venha correndo
Venha salvar o que ainda resta deste amor
*Valeu, Adolfo! ;)
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