Julho tem sido o mês das malas.
Não das sem alça, ruins de aturar (não que elas não tenham aparecido por aí...), mas das malas com roupas dobradas, de frio, biquini, edredon, meias, calcinhas e sutiãs. Malas com escovas de dente, desodorante, shampoo e condicionador. Sem sabonete, porque eu sempre esqueço o sabonete e acabo comprando no caminho.
Paraty com mala de rodinha, modesta, poucas roupas, animação meia-bomba. Macaé de Cima, mochilão grande, pra caber o edredon, panos, mantas, golas rolê, bombinha de asma, estoque de sorine.
A mala do próximo fim de semana será de livros. Porque estou me mudando. Ainda não para o meu cantinho, do jeito que eu planejei. Farei um pouso temporário para que a busca seja mais calma, para que não haja erro na escolha da sala que será minha, do quarto que terá as minhas roupas, meu sono e meus amores. Começo a me mudar aos poucos, com a preguiça de caixotes, vontade de Humaitá, de janela com vista, de viver mais junto do meu pai.
A Lagoa ali pertinho, voltar a correr em volta, almoçar com a mais nova aposentada do pedaço, me recuperar do calote, ficar perto dos amigos, dos cinemas, da Cobal.
Agosto eu fico véia, mas de vida nova.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Alívio
Gosto quando vivo dias curiosos.
Desses que começam dando pinta disso, mas acabam naquilo.
Amanhece uma dor, anoitece a cura da outra.
Os olhares mudam, a conversa flui, a cabeça entende, o coração perdoa e deixa o corpo abraçar.
A gente chega em casa meio leve, estranha e aliviada, olhando em volta para ver como as coisas estão diferentes.
Nem tanto, mas estão – de alguma forma todos sabem disso.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
autocalendário
Hoje é seu aniversário e eu já começo a felicitá-lo bem antes de hoje chegar. Minha noção de tempo anda completamente aleatória e hoje, para mim, não faz tanto tempo do dia que já tem quase um ano. Como se tivesse sido ontem a última vez a ouvir a sua voz. Passo o dia com você ao meu lado, escondendo o meu pesinho de porta e dançando empolgado em alguma boate da cidade. O tempo está confuso para mim e é marcado apenas no meu corpo, pelas dores de estômago, águas nos olhos e comprimidos debaixo da língua. O calendário me assusta e o vazio me lota de modo a doer meus sentimentos, se é que podem doer, os próprios.
Feliz aniversário, meu amor.
Feliz aniversário, meu amor.
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